Diálogos de buzão #01 Qual o nome do animal que anda bem devagar?

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Lembrei da vez em que no ano de 2014, eu estava no ônibus voltando pra casa, quando:

Idosa: Ei, menino, como é o nome daquele animal que anda bem devagar, é cágado ou lesma?

Eu: Ué senhora, mas todos os dois andam devagar!

Idosa: Ah, lembrei, é tartaruga!

….

Senhoras de idade possuem algum tipo de complexo do pleonasmo.

O sonâmbulo, a Xuxa e o martelo

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Quem me conhece sabe que, antes de mais nada: sou sonâmbulo. Não daqueles que a gente vê nos desenhos, que andam com os braços esticados, contam seus segredos e morrem ao serem acordados, mas daqueles bem inofensivos (menos para minha mãe – e, consequentemente, para quem dorme comigo). Daqueles que fazem coisas bem comuns, como sentar na cama, falar sozinho (inclusive brigo constantemente com uma garota misteriosa, que um dia ainda vai pagar pelo que me fez)… ou coreografar uma música do Xuxa Só Para Baixinhos. Daqueles que já não é mais levado a sério quando acorda, deseja um bom dia e percebe que todos te olham estranhamente. “-Ok, eu devo ter dito alguma coisa enquanto dormia, mas não foi algo tão grave assim, não foi? Ou foi? Será que não podemos simplesmente ignorar essa situação e fingir que nada aconteceu?

Dito isso, eis minha história mais marcante envolvendo sonambulismo: acordei no meio da noite e sentei na cama para coreografar Guto Bate com Um Martelo, da Xuxa (sim, minha adolescência também foi surrupiada ao me obrigarem a assistir os DVDs da Xuxa, enquanto cuidava de meus primos mais novos e a mãe deles saía pra trabalhar). Tive que aprender todas as letras e coreografias da rainha deles para poder entretê-los, portanto, peço que não me julgue, você não sabe o que eu, a Demi e um DVD da Galinha Pintadinha passamos.

Mas voltando ao sonambulismo, enquanto eu coreografava, minha mãe (sempre ela) apareceu na porta do quarto espantada, sem acreditar no que via, e claro, aos risos. “Ok, ele deve estar com a cabeça cheia de tanto dar replay no DVD da Xuxa pra aqueles meninos, então vou dar um crédito“, deve ter pensado. Mas a coreografia seguiu, e ela ficou ainda mais assustada com aquela performance inesperada. Detalhe que ela era uma das poucas pessoas que conseguia falar comigo enquanto eu dormia, já que eu sempre a respondia sussurrando algo (principalmente para reclamar quando ela “atrapalhava” meu sono). Enfim, nesse dia, enquanto ela tentava dialogar comigo, eu movimentava ainda mais as mãos e os braços sobre os joelhos, e ainda por cima CANTAVA (segundo ela, é claro, porque eu não lembro de coisíssima de nada). Estava visivelmente em transe, batendo martelo no meio da noite (no bom sentido, é claro), aquele era o meu momento. O Gran Finale da música é tão real que eu realmente fiz jus ao Guto e fui dormir (quem já assistiu ao clipe e letra, sabe do que estou falando), e à minha mãe só restou a vergonha alheia e desgosto em ter que presenciar aquilo.

De manhã, foi quando eu acordei e agi naturalmente como sempre, estava lindíssima, distraída em meus pensamentos, quando sentei no sofá e percebi que minha mãe me olhava de lado, com aquela cara de reprovação. Passou tudo pela minha cabeça. Será que ela descobriu que fui eu que peguei o dinheiro da bolsinha dela? Será que acordei sonâmbulo no meio da noite e soltei pra ela que sou gay? Será que minhas irmãs cabuetaram algum podre meu? JESUS, MARIA, JOSÉ. Eu virei o rosto em câmera lenta  na mesma hora e enquanto eu fixava meu olhar no dela, ela sorriu e disse: -Não lembra não menino, o que você fez ontem a noite?

Pronto. Eu gelei. Meu maior medo havia se concretizado: acordei sonâmbulo e soltei pra minha mãe que era viado. Na hora eu nem conseguia segurar a colher direito, estava pronto para negar tudo e dizer que não passou de um pesadelo, quando ela completa: –Você estava dançando Xuxa (risos), aquela música do martelo (risos). Menino… tô preocupada com você, viu? Tá ficando cada vez pior… ficou dançando no meio da noite!

Eh… ah sim, a música da Xuxa, hehehe. Eu coreografei né? rsrsrs Meu deus do céu, que vontade de enterrar minha cabeça num buraco. Depois que minha mãe me contou tudo em detalhes, eu realmente me dei conta do que eu havia feito. Nem sabia dizer qual vergonha era pior. A do constrangimento enquanto meus familiares me olhavam enquanto ela contava, ou a de ter que voltar a cuidar dos meus primos novamente, sabendo que qualquer coreografia que eu aprendesse naquele momento, poderia ser usada contra mim na madrugada.

Pois é, só minha mãe, Xuxa, Guto e o martelo, sabem o que nós sonâmbulos passamos…

O sono, o desespero, o tiro e o textão

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São quase duas da tarde, volto ao trabalho daqui a pouco e não consegui tirar a minha soneca de intervalo. Estou desesperado!

Mas calma, isso não é algo ruim: o desespero é algo que me motiva. É como se eu recebesse um tiro (eu nunca recebi um e nem quero) de todas as minhas ideias, me clamando pra que eu acerte o alvo da minha vida.

Ok, não é nada demais, só um dramalhãozinho básico de um típico redator noveleiro recém-chegado aos 25 anos e saído da casa de seus pais. Pera aí, tô com 25 anos. VINTE. E. CINCO. A idade da crise existencial!

O meu desespero nada mais é que o resultado da minha amargura em não conseguir colocar muitas das coisas que eu penso pra frente (como manter o blog atualizado e iniciar outro que vou contar logo mais). A diferença é que nesse aqui eu falo muita merda e no outro não. Tô cansado de ver ideias minhas que poderiam me dar uma puta visibilidade descendo pelo ralo. E por isso meti logo esse textão. Foda-se o seu meme do NemLy e NemLerey, aqui o negócio é texto quilométrico, é artigão da porra com mais de duas mil palavras pra gerar mais tráfego. Brincando, mas de qualquer maneira eu ficaria muito feliz se você parasse uma vez na semana para ler os meus textões, afinal, eles terão ponto final. Juro.

Mas vamos lá: e por que De Tiro Ao Álvaro? Ué, porque eu ouvi a Elis Regina cantando essa música uma vez e jurei fazer essa alusão um dia. Agora deu a porra!!! Sim, eu sei que quem escreveu foi o Adoniram Barbosa, mas além de ser uma singela homenagem aos dois, é também uma forma de recordar quando meu professor da crisma fazia a piada infame de apontar o dedo pra mim sempre que cantarolava a parte do “Tábua, de tiro ao Álvaro…”. Enfim, que Deus perdoe essas pessoas ruins, mas foram eles que me tornaram assim.

E para fazer jus à música, resolvi dar o nome dela a este Blog. Desse jeitinho mesmo. Sem firula ou um trocadilho melhor. Aqui vai ser tiro, porrada e bomba… e Álvaro. Euzinho mesmo. Tinha que fazer toda essa explicaçãozinha para deixar isso bem claro e esse post atrativo.

Eu sei que às vezes eu sou chato, militante e que é meio difícil lidar comigo, mas depois de tantos intervalos mal dormidos e de tantas alusões mal formuladas, acredite, acho que consegui (finalmente) acertar o alvo. Dá uma chance ao meu textão!

15 situações que todo ciclista de primeira viagem já viveu em Aracaju

Quando uma prática que você aprendeu caindo durante a infância, hoje te faz levantar o ânimo na vida adulta.

1. O grande dia em que comprei a minha bike finalmente chegou.

E claro que eu não pensei duas vezes em utilizá-la no meu dia a dia, principalmente para ir ao trabalho.

2. Aí já viu né, eu quis dar toda aquela pinta de ~ciclista~, com direito a filtro solar, óculos de proteção e tudo mais…

3. Só não esperava esquecer de uma coisa essencial já no 1º dia: a garrafinha de água!


tecnoetc.com.br

Não Álvaro, como você é burro… E lá vou eu parar no meio do caminho para comprar outra.

4. Enfim, o que eu não imaginava é que ir e voltar com ela seria um tanto, digamos, assustador.


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Com a falta de segurança no trânsito e de manutenção nas ciclovias,  você se sente um pouco assustado e até desestimulado no início, mas logo logo vai se acostumando ao ritmo.

5. E que isso me deixaria todo “assado”


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Fiquei me sentindo o próprio cadeirudo em A Indomada.

6. E pior, com MUITAS dores nas pernas.


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Já tentou subir a ladeira da Colina de Santo Antônio sendo sedentário?

7. Mas mesmo assim você sente um prazer inexplicável ao andar de bicicleta


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Principalmente quando percebe que levou menos tempo para chegar ao trabalho de bike do que de ônibus.

8. E às vezes até se acha o ciclista ~profissional~ quando faz alguma manobra mais ousada


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Quase um Gohan na abertura de Dragon Ball Z

9. Você também começa a reparar nos detalhes do trajeto


sergipeemfotos.blogspot.com.br

Tipo o “zig-zag” da calçada, a sombra do coqueiro, o barulho do rio…

10. E fica se perguntando: gente, como eu não havia percebido isso antes? 


Infonet

Mas fica fácil entender porque quando se tem um poder público cagando pro nosso transporte público, o que te leva a pensar em não parar de andar de bike nunca mais.

11. E claro, aproveita para usar o dinheiro que economiza de passagem com outros gastos.


Poracaso.com

Como aquele açaí geladinho no fim do dia. ❤

12. E não esquece de economizar também para a manutenção da bike


Facebook.com

Até porque você nunca sabe quando ela vai pedir arrego.

13. Já percebeu também como você acaba criando uma “amizade” com as pessoas que pedalam no mesmo horário que você?


vadebike.org

“Opa fulana que sempre passa por mim na Avenida Ivo do Prado mas que eu nem sei o nome! Como vai?”

14. E isso te anima a participar de algum grupo de pedalada ou associação pela mobilidade urbana, como:

Grupo Pedalando – Aracaju

 

ONG Associação Ciclo Urbano

 

Aracaju Pedal Livre: Um convite ao prazer

Essas aqui eu achei no Facebook, mas quem souber de mais alguma é só deixar um comentário logo abaixo que eu incluo. 😉

15. Sem esquecer de todos os equipamentos de segurança necessários, obviamente.


segurancaemtransito.wordpress.com

Até o momento a bike já veio com espelho, buzina, adesivo refletivo, etc, eu só comprei mesmo as luvas, camiseta com proteção UV, e agora me falta um capacete, suporte pra garrafa e um calçado mais adequado.

Enfim, uma prática que aprendi após tantas quedas na infância, hoje me faz levantar pra encarar o ânimo da vida adulta. Para uma ciclista de primeira viagem como eu, a experiência tem sido bem gratificante, e aos poucos venho percebendo algumas situações bastantes específicas para quem é ciclista aqui em Aracaju, mas sobre elas eu deixarei para comentar numa segunda parte desse post, quando já tiver um pouco mais de bagagem pra compartilhar com vocês. Enquanto isso, vambora pedalar? 🚲#pormaisbikes #bikeaju