As tralhas da faxina

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Estive faxinando, como sempre faço aos fins de semana, o meu quarto. Lógico que não é uma faxina na casa inteira, estou apenas trocando a cama de lugar, armengando algumas coisas na decoração e tentando transformar o meu cantinho do jeito que sempre planejei quando passei a morar ‘sozinho’ há quase 1 ano.

Muita gente já dormiu aqui: uns amigos que vieram participar de uma reunião e no final estávamos quase num surubão, outra que brigou com a @ e veio  ‘conversar’ com ela aqui pra se entender, uma colega que se desentendeu com a mãe e queria alguém pra desabafar, além de uns crushs da vida. Logo, as tralhas da faxina que sempre encontro não são poucas.

Entre uma pseudo-cômoda e um guarda-roupa quebrado, eu sempre costumo encontrar algo e paro pra pensar no significado daquilo. Por acaso, acabo descobrindo – no meio da faxina – objetos que guardo até hoje de todas as pessoas que já dormiram aqui e passaram pela minha vida. E, assim, logo começa uma sessão de lembranças em minha memória. Outro dia encontrei duas entradas para uma sessão de cinema que foram do meu primeiro encontro com um antigo date. Eu senti um misto de saudades, frustração, alegria e raiva. É, eu sei que isso parece ser bem romântico mas… eu não sou. Nunca fui. Prefiro guardar os ingressos comigo e ficar com a sensação engasgada em mim até a morte, a ter que admitir que aquele momento me marcou. E olha que, pelo tempo, ainda não havia de fato um namoro (essa nossa geração, sei não rs). Juro que estou trabalhando isso em mim para um dia poder, de verdade, demonstrar ser romântico com alguém, apesar de saber que TEM UM MONTE DE GENTE quebrando a cara por isso. Se já é difícil pra mim ser romântico, imagina ter que admitir isso.

O mais tragicômico dessa situação é que não consigo entender porque além de guardar coisas de amigos, eu também mantenho coisas de ex-namorados/dates, que vou encontrando em meio às tralhas da faxina, mesmo sabendo que uma pesquisa rápida no inbox do Facebook me faria recordar os mesmos momentos. São ingressos, textos, cartinhas, objetos… um monte de coisas que não tem valor nenhum hoje em dia mas que, nas situações em que foram vividas, me fizeram ter bons momentos, e refletir se realmente foi uma boa decisão ter cortado relações. Obviamente, isso aconteceu porque, como disse, nunca fui muito romântico.

Varri os sentimentos da porta pra fora, guardei os objetos e continuei minha faxina. Talvez essa seja também uma faxina na minha vida: no momento em que encontro esses objetos e vou ficando cada vez mais cansado, eu vou mudando as coisas de lugar também na tentativa de me faxinar por dentro, passar pano nos sentimentos que guardo e limpar a imagem que tenho de mim mesmo.

Ora bolas, sou EU que faxino a porra desse quarto e administro o que entra e sai daqui. Eu não tenho que ficar com a sensação de estar sempre me sujando a cada relacionamento sempre que tô faxinando. E no fim imagino que todos que passaram por esse quarto ou pela minha vida estão lá… de consciência limpa.

Terminei a faxina e refleti: não preciso ficar pensando nisso. Se um dia eu tiver que jogar todas essas tralhas todas fora e limpar meu quarto inteiro por alguém, vai ser a prova de que toda a faxina valeu a pena.

Se eu prefiro o quarto ou a consciência limpa? Por enquanto, o quarto, lógico!

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O masoquismo do Exército

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Eu quase servi ao Exército.
 
Me alistei no Exército lá no alto dos meus 18 anos, aos quais – pra mim – seriam os anos da minha plena independência. Lembro que antes disso, eu e meus colegas estávamos cheios de planos para a juventude, falávamos em não servir ao Exército nunca, jamais, ene a ó til. Negar o alistamento era a forma mais revolucionária de se mostrar ~contra o sistema~. Imaginar a prática militar era pra mim como uma mistura de prazer, dor e medo. Meu pai a apresentava como uma experiência incrível, fabulosa, recompensadora e… OBRIGATÓRIA. O alistamento ficou em minha mente por diversas madrugadas mal dormidas, onde me imaginava passando por diversas humilhações e planejava coisas como inventar uma doença, forjar minha própria morte, tudo para sumir sem deixar rastros e rezar para que os militares não viessem até a minha casa e me levassem amarrado. Eu realmente não entendia como podia estar sendo obrigado a fazer algo mesmo contra a minha vontade. Pelo menos até aquele momento.
 
Era como um masoquismo. Imaginava os militares me humilhando verbalmente e sentia que minha integridade física estava ameaçada. Ainda mais quando diziam que eu podia ser preso. Não ia dar certo!
 
Não sei dizer se hoje em dia a situação mudou. Talvez até tenha piorado. O que não mudava mesmo era o meu pavor pela chegada do grande dia: o do alistamento. Acordei cedo, não estava acreditando que aquilo estava acontecendo. Tomei banho, café da manhã, entrei no carro e fui até o batalhão. A fila do lado de fora estava enorme. Os meninos que também esperavam pareciam animadíssimos, e eu tinha a impressão de que era a única pessoa a estar cagando para tudo aquilo. Paralelo a isso, eu mentalizava quando minha mãe me dizia, por exemplo, que eu seria dispensado por estar iniciando o ensino superior. Continuei na fila firme e forte, na esperança de que já ali fora apareceria um militar mandando embora todos que já estivessem na faculdade e convocando apenas os demais. Mas não rolou… quando finalmente apareceu um responsável, ele pediu que formássemos uma fila e que, pasmem, a gente entrasse no batalhão M-A-R-C-HA-N-D-O.
 

Sério, foi a cena mais ridícula que eu já vi em toda a minha vida.

 

Miriam fiquei envergonhada. Até hoje me envergonho na verdade. O Exército tem dessas cafonices, e consequentemente, cada vez menos interessados. Eis que chegamos a um auditório. Os militares pediram que nos acomodássemos e falavam conosco como se fôssemos pobres submissos. Era um bando de hômi fardado, com botas de couro, armados, porte de mal-encarado e que mal olhavam na sua cara, até descobrir que você tinha ensino superior (eles parecem sentir tesão nisso, é como ter uma espécie de credencial lá dentro), ou seja, se você acha que por ter ensino superior vai ser dispensado, está redondamente tão enganado quanto minha mãe, pois infelizmente é isso que eles desejam. Eles te oferecem dinheiro, grana, money, poder e desafios, tudo para lhe manter com eles. 

Eis que meu nome é chamado, me levanto e vou até um local onde haviam umas cabines. Eu olho pras laterais e percebo que os meninos que eram entrevistados antes de mim, estavam tirando a calça e ficando apenas de cueca. Eu busco me conter, pensar em qualquer coisa, pedia aos céus pra que quando chegasse a minha vez, não me deixasse ficar de cueca no meio daquele tanto de homem másculo. Por sorte, ainda existe soldado bom de verdade, e como bom brasileiro que sou, não desisti nunca e acreditei até o último minuto que ele não me pediria para baixar as calças. E ele não pediu. Primeiro ele me perguntou se eu queria ficar, eu disse que não. Ele perguntou o porquê, eu expliquei que porque não. Ele diz que ‘não’ não era resposta, mas eu insistia que não. Ok, ele visivelmente sabia o que eu estava querendo dizer.
Resolvi apostar no argumento de que eu já tinha quebrado o polegar da mão direita, mas ele parecia não se importar com a minha dor. Falei que precisava terminar a faculdade e não estava interessado em ser militar, mas ele diz que o Exército me ensinaria  a gostar. Medo. Enfim, aquela altura, além de alterado, eu estava bem desesperado, pois o ‘comandante’ do batalhão, um senhor de idade com aquela cara de sugar daddy sócio-sexual, vinha em direção à minha cabine, possivelmente para falar comigo e o soldado. Eu só pedia, internamente, para que algum milagre acontecesse naquele momento e que eu não fosse obrigado a baixar as calças para eles. O soldado então, muito bem preparado, percebendo meu total desconforto, decidiu me ajudar, e antes da chegada do comandante, ele anotou na sua prancheta que eu sofria de algum mal no joelho, e que quando eu me abaixava, meu joelho estralava. Mas claro, tudo balela.
Vocês não têm ideia do prazer que eu senti naquele momento. Ele reportou tudo ao comandante assim que ele chegou, o cara me olhou de cima abaixo e com aquela cara de contratante de garoto de programa, acatou a minha ‘reprovação’. É isso, eu finalmente estava livre do Exército. E gozando (de alegria), respirei fundo e agradeci silenciosamente por aquele MASOQUISMO estar finalmente chegando ao fim, e quem sabe – um dia, deixasse de ser obrigatório para se tornar consentido.

Diálogos de buzão #01 Qual o nome do animal que anda bem devagar?

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Lembrei da vez em que no ano de 2014, eu estava no ônibus voltando pra casa, quando:

Idosa: Ei, menino, como é o nome daquele animal que anda bem devagar, é cágado ou lesma?

Eu: Ué senhora, mas todos os dois andam devagar!

Idosa: Ah, lembrei, é tartaruga!

….

Senhoras de idade possuem algum tipo de complexo do pleonasmo.

O problema de Deus é a fã base

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Eu fui coroinha, me crismei, participei do coral da igreja e a porra toda dessa convenção que uma família religiosa empurra pra gente. Pelo valor humano e cultural, sim, aprendi muito com a igreja. Mas mais ainda quando me livrei da mordaça a que me submetia e decidir enxergar o mundo fora dela.

Apesar de respeitar, eu nunca fui, de fato, religioso. Sempre questionei a natureza divina das coisas (especialmente se seria condenado por ser gay). Mas tem uma coisa em especial que a religião me proporcionou: a fé em Deus.

Deus, pra mim, é um bróder, tipo aquele amigo a quem eu recorro quando tô na merda e não quero falar pra ninguém. Desde que passei a enxergá-lo como aquele amigo hétero ~sem preconceito~ e pertencente ao Vale, eu converso com Deus numa boa sempre que tô na pior. Talvez ele me ache bem egoísta mas, em todas as vezes em que o recorri, tudo acabou se ajustando. É claro que eu não tenho nada contra quem é religioso e “até tenho amigos que são” mas eu não. Às vezes eu até faço umas orações, agradeço quando acontece algo que me deixa feliz, como uma espécie de dízimo. Procuro Deus mas não sou religioso, e ele sabe disso.

Os ditos “religiosos”, no geral, recorrem a Deus por qualquer coisinha, o que eu particularmente acho uma ofensa a Ele, à pessoa e ao seu próprio cérebro. Como vocês não conseguem perceber que o problema não é Deus, o problema é a fã base. Vocês precisam rever suas interpretações do evangelho e entender o significado literal das coisas ensinadas por ele, se não Deus vai achar que você é um bunda-mole do caralho que não vai passar pelo fundo de uma agulha, muito menos entrar no céu.

Chegaram a dizer que Deus me mandaria pro inferno. Um colega meu, conservador babaca, dizia que um dia eu iria me “converter”. O coitado – o colega e não Deus – só pregava a exclusão e quase nunca compartilhava os ensinamentos dEle. Eu obviamente fazia questão de alfinetá-lo sempre que podia e compartilhava as coisas mais absurdas possíveis (pra ele) só pra ele sentir ainda mais acuado. “Tu viu a trans crucificada na parada LGBT? Genial!”, “Olha esse Jeans Wyllys, cara, muito foda!”, “Quem curte Bolsonaro é acéfalo”. Dizia tudo isso imaginando como ele devia ficar puto lendo.

Ok, foi só pra fazer raivinha mas… quem manda não levar Deus e a sério? E ele ainda por cima zoava os meus amigos ateus. Uma pena, perdeu de fazer ótimas amizades. A minha, inclusive. E, se no dia do juízo final, Deus realmente existir, vai ter que deixar sua fã base  por aqui. Sugiro fazer um Facebook pra ver o que eles andam postando.

O sonâmbulo, a Xuxa e o martelo

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Quem me conhece sabe que, antes de mais nada: sou sonâmbulo. Não daqueles que a gente vê nos desenhos, que andam com os braços esticados, contam seus segredos e morrem ao serem acordados, mas daqueles bem inofensivos (menos para minha mãe – e, consequentemente, para quem dorme comigo). Daqueles que fazem coisas bem comuns, como sentar na cama, falar sozinho (inclusive brigo constantemente com uma garota misteriosa, que um dia ainda vai pagar pelo que me fez)… ou coreografar uma música do Xuxa Só Para Baixinhos. Daqueles que já não é mais levado a sério quando acorda, deseja um bom dia e percebe que todos te olham estranhamente. “-Ok, eu devo ter dito alguma coisa enquanto dormia, mas não foi algo tão grave assim, não foi? Ou foi? Será que não podemos simplesmente ignorar essa situação e fingir que nada aconteceu?

Dito isso, eis minha história mais marcante envolvendo sonambulismo: acordei no meio da noite e sentei na cama para coreografar Guto Bate com Um Martelo, da Xuxa (sim, minha adolescência também foi surrupiada ao me obrigarem a assistir os DVDs da Xuxa, enquanto cuidava de meus primos mais novos e a mãe deles saía pra trabalhar). Tive que aprender todas as letras e coreografias da rainha deles para poder entretê-los, portanto, peço que não me julgue, você não sabe o que eu, a Demi e um DVD da Galinha Pintadinha passamos.

Mas voltando ao sonambulismo, enquanto eu coreografava, minha mãe (sempre ela) apareceu na porta do quarto espantada, sem acreditar no que via, e claro, aos risos. “Ok, ele deve estar com a cabeça cheia de tanto dar replay no DVD da Xuxa pra aqueles meninos, então vou dar um crédito“, deve ter pensado. Mas a coreografia seguiu, e ela ficou ainda mais assustada com aquela performance inesperada. Detalhe que ela era uma das poucas pessoas que conseguia falar comigo enquanto eu dormia, já que eu sempre a respondia sussurrando algo (principalmente para reclamar quando ela “atrapalhava” meu sono). Enfim, nesse dia, enquanto ela tentava dialogar comigo, eu movimentava ainda mais as mãos e os braços sobre os joelhos, e ainda por cima CANTAVA (segundo ela, é claro, porque eu não lembro de coisíssima de nada). Estava visivelmente em transe, batendo martelo no meio da noite (no bom sentido, é claro), aquele era o meu momento. O Gran Finale da música é tão real que eu realmente fiz jus ao Guto e fui dormir (quem já assistiu ao clipe e letra, sabe do que estou falando), e à minha mãe só restou a vergonha alheia e desgosto em ter que presenciar aquilo.

De manhã, foi quando eu acordei e agi naturalmente como sempre, estava lindíssima, distraída em meus pensamentos, quando sentei no sofá e percebi que minha mãe me olhava de lado, com aquela cara de reprovação. Passou tudo pela minha cabeça. Será que ela descobriu que fui eu que peguei o dinheiro da bolsinha dela? Será que acordei sonâmbulo no meio da noite e soltei pra ela que sou gay? Será que minhas irmãs cabuetaram algum podre meu? JESUS, MARIA, JOSÉ. Eu virei o rosto em câmera lenta  na mesma hora e enquanto eu fixava meu olhar no dela, ela sorriu e disse: -Não lembra não menino, o que você fez ontem a noite?

Pronto. Eu gelei. Meu maior medo havia se concretizado: acordei sonâmbulo e soltei pra minha mãe que era viado. Na hora eu nem conseguia segurar a colher direito, estava pronto para negar tudo e dizer que não passou de um pesadelo, quando ela completa: –Você estava dançando Xuxa (risos), aquela música do martelo (risos). Menino… tô preocupada com você, viu? Tá ficando cada vez pior… ficou dançando no meio da noite!

Eh… ah sim, a música da Xuxa, hehehe. Eu coreografei né? rsrsrs Meu deus do céu, que vontade de enterrar minha cabeça num buraco. Depois que minha mãe me contou tudo em detalhes, eu realmente me dei conta do que eu havia feito. Nem sabia dizer qual vergonha era pior. A do constrangimento enquanto meus familiares me olhavam enquanto ela contava, ou a de ter que voltar a cuidar dos meus primos novamente, sabendo que qualquer coreografia que eu aprendesse naquele momento, poderia ser usada contra mim na madrugada.

Pois é, só minha mãe, Xuxa, Guto e o martelo, sabem o que nós sonâmbulos passamos…

O sono, o desespero, o tiro e o textão

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São quase duas da tarde, volto ao trabalho daqui a pouco e não consegui tirar a minha soneca de intervalo. Estou desesperado!

Mas calma, isso não é algo ruim: o desespero é algo que me motiva. É como se eu recebesse um tiro (eu nunca recebi um e nem quero) de todas as minhas ideias, me clamando pra que eu acerte o alvo da minha vida.

Ok, não é nada demais, só um dramalhãozinho básico de um típico redator noveleiro recém-chegado aos 25 anos e saído da casa de seus pais. Pera aí, tô com 25 anos. VINTE. E. CINCO. A idade da crise existencial!

O meu desespero nada mais é que o resultado da minha amargura em não conseguir colocar muitas das coisas que eu penso pra frente (como manter o blog atualizado e iniciar outro que vou contar logo mais). A diferença é que nesse aqui eu falo muita merda e no outro não. Tô cansado de ver ideias minhas que poderiam me dar uma puta visibilidade descendo pelo ralo. E por isso meti logo esse textão. Foda-se o seu meme do NemLy e NemLerey, aqui o negócio é texto quilométrico, é artigão da porra com mais de duas mil palavras pra gerar mais tráfego. Brincando, mas de qualquer maneira eu ficaria muito feliz se você parasse uma vez na semana para ler os meus textões, afinal, eles terão ponto final. Juro.

Mas vamos lá: e por que De Tiro Ao Álvaro? Ué, porque eu ouvi a Elis Regina cantando essa música uma vez e jurei fazer essa alusão um dia. Agora deu a porra!!! Sim, eu sei que quem escreveu foi o Adoniram Barbosa, mas além de ser uma singela homenagem aos dois, é também uma forma de recordar quando meu professor da crisma fazia a piada infame de apontar o dedo pra mim sempre que cantarolava a parte do “Tábua, de tiro ao Álvaro…”. Enfim, que Deus perdoe essas pessoas ruins, mas foram eles que me tornaram assim.

E para fazer jus à música, resolvi dar o nome dela a este Blog. Desse jeitinho mesmo. Sem firula ou um trocadilho melhor. Aqui vai ser tiro, porrada e bomba… e Álvaro. Euzinho mesmo. Tinha que fazer toda essa explicaçãozinha para deixar isso bem claro e esse post atrativo.

Eu sei que às vezes eu sou chato, militante e que é meio difícil lidar comigo, mas depois de tantos intervalos mal dormidos e de tantas alusões mal formuladas, acredite, acho que consegui (finalmente) acertar o alvo. Dá uma chance ao meu textão!

Oban Star Racers ganhará spin-off em comemoração aos 10 anos da franquia

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Quem foi disse que personagem feminina não pode protagonizar uma série de ação de sucesso?

Pois é, devido ao apoio dos fãs, o anime Oban Star Racers, que teve uma tímida passagem no Brasil pelo Jetix e aos sábados na TV Globinho, provavelmente ganhará um spin-off em comemoração aos 10 anos da franquia. Foi o que anunciou através de seu Twitter o produtor e criador da série, Savin Yeatman-Eiffel, durante o Japan Tour Festival.

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Savin agradeceu o apoio de todos os fãs na rede social, junto a uma imagem oficial da continuação do anime, além de ter divulgado fotos do momento do anúncio no evento.

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Os fãs de Molly já podem comemorar, pois a série, que enfrentou o preconceito dos investidores “machos” do mercado no início, além de conseguir ser lançada originalmente como foi pensada há 10 anos atrás, com direito a produtos licenciados e parcerias internacionais, agora também terá um provável spin-off, ainda sem data definida. Será que há esperança de uma nova temporada?

Fãs que participavam do evento, também publicaram algumas fotos na internet.

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Para quem ainda não conhece o anime, aqui vai trailer bem legal:

“Oban Star Racers”

A animação possui 26 episódios e conta a história de Molly, uma adolescente que mora no ano de 2082 e foge do orfanato onde morava para encontrar o pai em uma base de aviões. Quando chega ao local, uma nave espacial ataca na Terra para levar alguns escolhidos (entre eles Molly) para participar da Grande Corrida de Oban, realizada a cada 10 mil anos.