Barriou paga o lanche

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Hoje, por acaso, reencontrei nas lembranças do Facebook uma foto minha que era usada como meme. Foi o suficiente para lembrar de um episódio, que de tão aleatório achei que merecia um post explicativo. Então foi o seguinte:

Na hora em que batia os parabéns para um amigo, uma colega minha tirou uma foto do vulto da minha cara, que mais lembrava o cartaz do filme A Múmia, de 1999. Obviamente ela começou a rir, e logo mandou no grupo de WhatsApp. Em alguns minutos, já tinham feito uma montagem e a foto já tinha rolado em outros grupos. Algumas pessoas só riram, outras ironizaram. Eis que um belo dia, eu abro o Facebook e vejo a mesma foto sendo usada como meme nos comentários de um post. Na hora eu fiquei meio pensativo, pessoalmente ofendido, e até digitei um textão pra mandar pra pessoa, mas desisti. Comecei a pensar que ela não teve a intenção e que de nada adiantaria eu pedir pra apagar a foto.

Daí, comecei a pensar comigo mesmo: quem barriou realmente paga o lanche? Por um segundo eu não quis pagar. Vivemos no mundo onde se usa meme adoidado, compartilhamos fotos que viralizam sem pensar nas consequências para quem as protagoniza, mas, quando a gente percebe que fomos nós que viramos o meme, a gente fica barriado. Hoje em dia, eu jamais ficaria barriado se fosse comparado a um meme (inclusive eu fico FORÇANDO imitações de alguns), mas não sei, talvez algum tipo de meme ainda me barreie, vai saber. Se nem os gifs da Gretchen agradaram a todos…

Com o tempo, a foto foi caindo no esquecimento (como todo meme) e essa colega meio que a deixou de lado, mesmo que eu ainda ache que ela a tenha guardada em alguma pasta no Google Drive. Mas confesso que fiquei meio encucado com o monstro que ela poderia ter criado. Em terra de internet, quem debocha de si mesmo é rei (inclusive esse post é um auto deboche), e eu, que vivo supostamente tentando ser debochado e aproveitando pra rir de qualquer piada, não soube lidar muito bem quando o deboche era comigo. Sabe aquela expressão  — “Barriou, paga o lanche” — que todo Sergipano adora usar? Então, as pessoas vivem pedindo pra quem barriar pagar o lanche, mas acho que no fundo a maioria delas não pagaria. E elas até poderiam pagar, mas só depois de negociarem o preço. Ou seja, ninguém quer mais pagar o lanche. No máximo, a gente chama um amigo pra ir comer lanche com a gente, mas sem a possibilidade de pagar o lanche caso ele barreie. “Ô vey, barriou foi? Então pague o lanche!”

Pra quem não costuma pagar o lanche, sugiro que tente não se barrear, principalmente na internet, onde o deboche é a forma de pagamento. E peço também que não me convidem para um lanche se você não for pagar, porque hoje em dia eu pago todos os lanches que barreio, inclusive na internet. E, se bobear, ainda encho de molho rosé e peço outro.

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Eu esqueci!

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Um dos meus piores defeitos nesta vida é esquecer. E estou falando desde aniversários até simples compromissos, principalmente quando se trata de uma data especial para gente próxima. Pra mim, não importa a data, mas a lembrança do que vivemos. Já esqueci a data de aniversário de uma amiga muito próxima e dias depois estava mandando áudio pra ela do nada, lembrando de um dia em que rimos até cair no chão. Pois é, ela lembrou desse dia, e também lembrou que eu esqueci o aniversário dela.

Semana passada, eu lembrei que esqueci do aniversário de um outro colega. Parabenizei, dias depois, pelo seu dia que havia sido dias atrás. Eu estava lembrado, mas eu esqueci, porque a quantidade de coisas que eu preciso lembrar num só dia é sempre demais pra mim. De seis coisas que eu lembro, duas eu esqueço. E então quando eu lembro novamente, eu faço questão de cumpri-la mas deixando claro “eu esqueci!”. “Opa Álvaro, obrigado por ter lembrado!”. E eu adoro como as pessoas são pacientes comigo. Imagine você, morando sozinho, trabalhando o dia todo, cheio de coisas na cabeça, saturado e sem nenhuma perspectiva de vida, quando de repente lembra que um amigo faz aniversário já no final do dia? Eu me sinto um lixo. Só não me sinto pior porque eles sempre me entendem, perdoam e não desistem de mim.

Em minha última viagem, no Rio, eu estava passando pelo corredor do metrô, quando lembrei que precisava comprar souvenires para as migas mais chegadas, eu até fiz uma listinha. E tipo, eu parei num camelô, comecei a olhar uns acessórios, fiquei julgando mentalmente com quem cada um deles combinava e pensando em como encantar as pessoas com aquelas coisas, se aquilo combinaria com as roupas e estilo delas, e foi quando lembrei que se eu demorasse demais ali, eu perderia o horário do passeio. Decidi que na volta eu lembraria de comprar. E não deu outra, eu esqueci. Fiquei aquele tempo no camelô pra nada. Tirei até foto pra mandar pras migas dizendo que eu não esqueceria delas. Mas eu esqueci. O esquecimento, mais uma vez foi a grande lembrança que alguém ficou de mim, mesmo que depois eu tenha lembrado.

Às vezes eu fico imaginando como minha relação com as pessoas seria melhor se eu lembrasse de todas elas. E, pensando bem, talvez eu até lembre. Mas eu esqueço. E no fim das contas, talvez o esquecimento seja só uma forma da memória me dizendo, que muitas vezes a melhor lembrança é aquela que ainda nem foi lembrada. E dessa, por ter certeza, eu nunca vou esquecer.

Ô Povo açaí!

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Assim como o açaí, nós, o povo, somos iguais e diferentes ao mesmo tempo. Nos escondendo atrás de enfeites e embalagens, estamos sempre tentando parecer convidativos no cardápio, quando na verdade estamos mexidos por dentro e na primeira oportunidade escolhemos sempre a mesma opção.

Tem um povo que é simples como um açaí tradicional, e acaba se limitando e tendo pouco a oferecer. Outros são como o açaí na taça: aparentemente refinados, mas, ao degustar, você vê que são iguaizinhos a você. Tem os “infantis” – Primavera, Brincadeira de Criança – que insistem em parecer ter conteúdo mas você logo percebe a imaturidade. A não ser, é claro, que venham acompanhados de um canudinho de chocolate ou de uma bola de sorvete de caipirinha. Aí a gente já começa a achar interessante. O povo açaí com banana, por exemplo, é mais conservador, tradicional, daqueles que dizem não ter nada contra açaí e até tem amigos que tomam. Os quilos de açaí são os compulsivos. Mas também, você quer o que: são mais atrativos, robustos e discretos. O povo que é açaí com sorvete são apenas açaís que não deram certo na vida, e, decepcionados, buscam nos outros aquilo que eles não podem mostrar por si mesmos. E claro, não podemos esquecer de quem é açaí À Moda da Casa, aquele povo que têm um jeito muito próprio de ser e vez ou outra estão sempre surpreendendo, mostrando às outras pessoas uma nova maneira de fugir das suas crises existenciais através da experimentação de novos sabores.

Assim como os açaís, também somos diversos e coloridos. Tudo vai depender de como seremos misturados aos outros ingredientes ou se nossa aparência é mais ou menos convidativa.

Como o açaí, cada um de nós tem seus adicionais e acompanhamentos. Somos todos cheios de doçura, tradições, elegâncias, infantilidades, complexos e banana. Tentando, sem sucesso, agradar o gosto alheio e buscando uma maneira de não ser rebaixado a ter “gosto de terra”.

Um dia, quem sabe, tenhamos chantilly, ovomaltine, kiwi e morango para todos. Ou, quem sabe ainda, até nos surpreendamos que no fim das contas não há diferença entre nós e o sabor é o mesmo para todos.

Ok, uns comerão em taças, e outros, em tigelas. Mas, no fim das contas, somos todos originados da mesma fruta, numa miscigenação muito louca de sabores, à procura da felicidade ou apenas um punhado de granola.

Pra quem teve um ano cu, um feliz ânus novo

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Em 2017, eu fiz minha primeira viagem de avião, novas amizades, novos amores e problematizei como nunca. Fui mais independente que no ano passado e descobri que eu realmente não tenho o dom para a culinária. Não voltei à academia, emagreci ainda mais e passei a entender melhor como funciona essa coisa de tornar-se adulto. Larguei de mão amores mal resolvidos e passei a ignorá-los com mais frequência. Tentei gostar de café, dei muitos PTs e dormi em mais festas do que deveria. Quase encontrei o maior ídolo da minha vida (apesar dela ter me dado um bolo), e enfim descobri que a vida não era tão fácil quanto eu imaginava. Mas, independente de tudo que teve no meu ano, descobri que 2017 teve um significado diferente na vida de uma outra pessoa. Ouvi ela dizer que teve um ano cu. Isso mesmo, um ano cu. Imagino que deve ter sido um ano apertado, sei lá, vai saber. Mas aí cabe à pessoa quebrar esse tabu e aproveitar essa época de fim de ano para refletir um pouco mais e botar o peru de vez pra dentro em 2018.

Quando eu penso em ano cu, só me pergunto: é relativo ao cu de quem? Porque o cu a gente exalta, movimenta, faz entrar e sair o que a gente quiser, assim como nosso ano, e da mesma forma que o cu, a gente não consegue dominar o ano. Às vezes ele foge do nosso controle para nosso próprio bem. Ainda assim, é possível sentir prazer num ano cu.

A gente sempre acha que ter tido um ano cu é humilhante, que nunca vai estar preparado para enfrentá-lo e que há muito estigma pra vencer o senso comum o ano inteiro, mas a verdade é que precisamos nos libertar dessas neuras pra poder usar o cu, digo… o ano cu, sem medo. Sei lá, faz um estímulo aí, pra ver se seu ano fica mais prazeroso, experimenta, exorciza esse preconceito que há em você e comece a usar o ano cu a seu favor. 2018 é um ano de tentar, tenta pra ver se gosta, não sinta vergonha ou esconda, leve o ano cu com mais coragem.

Quero que 2018 seja um ano cu. Mas, pra você que ainda pensa que um ano cu não é um bom ano, eu só lhe desejo uma coisa…

Um Feliz Ânus Novo!

As tralhas da faxina

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Estive faxinando, como sempre faço aos fins de semana, o meu quarto. Lógico que não é uma faxina na casa inteira, estou apenas trocando a cama de lugar, armengando algumas coisas na decoração e tentando transformar o meu cantinho do jeito que sempre planejei quando passei a morar ‘sozinho’ há quase 1 ano.

Muita gente já dormiu aqui: uns amigos que vieram participar de uma reunião e no final estávamos quase que num surubão, outra que brigou com a @ e veio  ‘conversar’ com ela aqui pra se entender, uma colega que se desentendeu com a mãe e queria alguém pra desabafar, além de uns crushs da vida que não deram certo. Logo, as tralhas da faxina que guardo não são poucas.

Entre uma pseudo-cômoda e um guarda-roupa quebrado, eu sempre encontro algo e paro pra pensar no significado daquilo. Por acaso, acabei descobrindo – no meio da faxina – que guardo até hoje objetos de todas as pessoas que já dormiram aqui ou  passaram pela minha vida. E, assim, logo começa uma sessão de lembranças em minha cabeça. Outro dia encontrei duas entradas para uma sessão de cinema que foram do meu primeiro encontro com um antigo date. Eu senti um misto de saudades, frustração, alegria e raiva. É, eu sei que isso parece ser bem romântico mas… eu não sou. Nunca fui. Prefiro guardar os ingressos comigo e ficar com a sensação engasgada no peito a ter que admitir que aquele momento me marcou. E olha que, pelo tempo, ainda não havia de fato um namoro (essa nossa geração, sei não rs). Juro que estou trabalhando isso em mim para um dia poder, de verdade, demonstrar ser romântico com alguém, apesar de saber que TEM UM MONTE DE GENTE quebrando a cara por isso. Se já é difícil pra mim ser romântico, imagina ter que admitir isso.

O mais tragicômico dessa situação é que não consigo entender porque além de guardar coisas de amigos, eu também mantenho coisas de ex-namorados/dates, que vou encontrando em meio às tralhas da faxina, mesmo sabendo que uma pesquisa rápida no inbox do Facebook me faria recordar os mesmos momentos. São ingressos, textos, cartinhas, objetos… um monte de coisas que não tem valor nenhum hoje em dia mas que, nas situações em que foram vividas, me fizeram ter bons momentos, e me fazem refletir se realmente foi uma boa decisão ter cortado relações. Obviamente, isso aconteceu porque, como disse, nunca fui muito romântico.

Varri os sentimentos da porta pra fora, guardei os objetos e continuei minha faxina. Talvez essa seja também uma faxina na minha vida: no momento em que encontro essas tralhas e vou ficando cada vez mais cansado, vou mudando as coisas de lugar também na tentativa de me faxinar por dentro, passar pano nos sentimentos que guardo e limpar a imagem que tenho de mim mesmo.

Ora bolas, sou EU que faxino a porra desse quarto e administro o que entra e sai daqui. Eu não tenho que ficar com a sensação de estar me sujando a cada relacionamento sempre que tô faxinando. E no fim, imagino que todos que passaram por esse quarto ou pela minha vida estão lá… de consciência limpa.

Terminei a faxina e refleti: não preciso ficar pensando nisso. Se um dia eu tiver que jogar todas essas tralhas fora e limpar meu quarto inteiro por alguém, vai ser a prova de que toda a faxina valeu a pena.

Se eu prefiro o quarto ou a consciência limpa? Por enquanto, o quarto, lógico!

O masoquismo do Exército

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Eu quase servi ao Exército.
 
Me alistei no Exército lá no alto dos meus 18 anos, aos quais – pra mim – seriam os anos da minha plena independência. Lembro que antes disso, eu e meus colegas estávamos cheios de planos para a juventude, falávamos em não servir ao Exército nunca, jamais, ene a ó til. Negar o alistamento era a forma mais revolucionária de se mostrar ~contra o sistema~. Imaginar a prática militar era pra mim como uma mistura de prazer, dor e medo. Meu pai a apresentava como uma experiência incrível, fabulosa, recompensadora e… OBRIGATÓRIA. O alistamento ficou em minha mente por diversas madrugadas mal dormidas, onde me imaginava passando por diversas humilhações e planejava coisas como inventar uma doença, forjar minha própria morte, tudo para sumir sem deixar rastros e rezar para que os militares não viessem até a minha casa e me levassem amarrado. Eu realmente não entendia como podia estar sendo obrigado a fazer algo mesmo contra a minha vontade. Pelo menos até aquele momento.
 
Era como um masoquismo. Imaginava os militares me humilhando verbalmente e sentia que minha integridade física estava ameaçada. Ainda mais quando diziam que eu podia ser preso. Não ia dar certo!
 
Não sei dizer se hoje em dia a situação mudou. Talvez até tenha piorado. O que não mudava mesmo era o meu pavor pela chegada do grande dia: o do alistamento. Acordei cedo, não estava acreditando que aquilo estava acontecendo. Tomei banho, café da manhã, entrei no carro e fui até o batalhão. A fila do lado de fora estava enorme. Os meninos que também esperavam pareciam animadíssimos, e eu tinha a impressão de que era a única pessoa a estar cagando para tudo aquilo. Paralelo a isso, eu mentalizava quando minha mãe me dizia, por exemplo, que eu seria dispensado por estar iniciando o ensino superior. Continuei na fila firme e forte, na esperança de que já ali fora apareceria um militar mandando embora todos que já estivessem na faculdade e convocando apenas os demais. Mas não rolou… quando finalmente apareceu um responsável, ele pediu que formássemos uma fila e que, pasmem, a gente entrasse no batalhão M-A-R-C-HA-N-D-O.
 

Sério, foi a cena mais ridícula que eu já vi em toda a minha vida.

 

Miriam fiquei envergonhada. Até hoje me envergonho na verdade. O Exército tem dessas cafonices, e consequentemente, cada vez menos interessados. Eis que chegamos a um auditório. Os militares pediram que nos acomodássemos e falavam conosco como se fôssemos pobres submissos. Era um bando de hômi fardado, com botas de couro, armados, porte de mal-encarado e que mal olhavam na sua cara, até descobrir que você tinha ensino superior (eles parecem sentir tesão nisso, é como ter uma espécie de credencial lá dentro), ou seja, se você acha que por ter ensino superior vai ser dispensado, está redondamente tão enganado quanto minha mãe, pois infelizmente é isso que eles desejam. Eles te oferecem dinheiro, grana, money, poder e desafios, tudo para lhe manter com eles. 

Eis que meu nome é chamado, me levanto e vou até um local onde haviam umas cabines. Eu olho pras laterais e percebo que os meninos que eram entrevistados antes de mim, estavam tirando a calça e ficando apenas de cueca. Eu busco me conter, pensar em qualquer coisa, pedia aos céus pra que quando chegasse a minha vez, não me deixasse ficar de cueca no meio daquele tanto de homem másculo. Por sorte, ainda existe soldado bom de verdade, e como bom brasileiro que sou, não desisti nunca e acreditei até o último minuto que ele não me pediria para baixar as calças. E ele não pediu. Primeiro ele me perguntou se eu queria ficar, eu disse que não. Ele perguntou o porquê, eu expliquei que porque não. Ele diz que ‘não’ não era resposta, mas eu insistia que não. Ok, ele visivelmente sabia o que eu estava querendo dizer.
Resolvi apostar no argumento de que eu já tinha quebrado o polegar da mão direita, mas ele parecia não se importar com a minha dor. Falei que precisava terminar a faculdade e não estava interessado em ser militar, mas ele diz que o Exército me ensinaria  a gostar. Medo. Enfim, aquela altura, além de alterado, eu estava bem desesperado, pois o ‘comandante’ do batalhão, um senhor de idade com aquela cara de sugar daddy sócio-sexual, vinha em direção à minha cabine, possivelmente para falar comigo e o soldado. Eu só pedia, internamente, para que algum milagre acontecesse naquele momento e que eu não fosse obrigado a baixar as calças para eles. O soldado então, muito bem preparado, percebendo meu total desconforto, decidiu me ajudar, e antes da chegada do comandante, ele anotou na sua prancheta que eu sofria de algum mal no joelho, e que quando eu me abaixava, meu joelho estralava. Mas claro, tudo balela.
Vocês não têm ideia do prazer que eu senti naquele momento. Ele reportou tudo ao comandante assim que ele chegou, o cara me olhou de cima abaixo e com aquela cara de contratante de garoto de programa, acatou a minha ‘reprovação’. É isso, eu finalmente estava livre do Exército. E gozando (de alegria), respirei fundo e agradeci silenciosamente por aquele MASOQUISMO estar finalmente chegando ao fim, e quem sabe – um dia, deixasse de ser obrigatório para se tornar consentido.

Diálogos de buzão #01 Qual o nome do animal que anda bem devagar?

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Lembrei da vez em que no ano de 2014, eu estava no ônibus voltando pra casa, quando:

Idosa: Ei, menino, como é o nome daquele animal que anda bem devagar, é cágado ou lesma?

Eu: Ué senhora, mas todos os dois andam devagar!

Idosa: Ah, lembrei, é tartaruga!

….

Senhoras de idade possuem algum tipo de complexo do pleonasmo.